Mercado Editorial

Faturamento do mercado editorial cresceu 14% em janeiro, aponta pesquisa

RIO — A primeira pesquisa de vendas de 2018 é motivo de otimismo para o mercado editorial. No mês de janeiro, houve um aumento de 4,19% no volume de vendas e de 14,05% no faturamento em relação ao mesmo período de 2017, aponta o levantamento do Painel das Vendas de Livros, pesquisa mensal realizada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Nielsen.

Os números foram impulsionados pela volta às aulas (trata-se da segunda época do ano com mais vendas de livros, depois do Natal), mas, ainda assim, este crescimento é visto pelo setor como mais um sinal forte de recuperação do mercado editorial, que em 2017 teve um incremento de 6,15% em faturamento após dois anos de crise.

— É impossível prever se este ano será melhor que o próximo, mas estamos esperançosos que o mercado continue a melhorar gradualmente e constantemente — diz Marcos Pereira, presidente do Snel e sócio da Sextante. — Dificilmente manteremos esse crescimento de 14% ao longo do ano, mas estamos felizes com os dados e projetamos números ainda melhores que os de 2017.

Segundo Pereira, o resultado de janeiro é consequência de uma melhora na economia, mas também de um carnaval “antecipado”. Com a festa deslocada para o ínicio de fevereiro, os consumidores anteciparam também as compras de material didático. Não por acaso, os livros didáticos e infantis correspondem a 46,07% das vendas, contra 42,44% no ano anterior. O resultado aponta uma combinação de produtos com preços médios mais altos e menos promocionados – o que resultou em uma queda do desconto médio de 2,8 pontos percentuais. Por outro lado, o faturamento caiu 2,5%.

Para além dos números, Pereira destaca uma melhoria no cenário do mercado editorial como um todo, com uma recuperação firme e constante do setor.

— Vejo bons lançamentos, vejo editores voltando a participar de leilões e todo mundo fazendo o dever de casa — diz. — Está claro que o pior da crise já passou e estamos recuperando toda a perda de 2014 a 2016.

Fonte: O Globo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *