Mercado Editorial

Correios respondem à campanha #FreteAbusivoNão

Campanha encabeçada pelo Mercado Livre vai contra o aumento do preço do frete. Plataforma fala em 51% de aumento. Correios dizem que é 8%.

O Mercado Livre está encabeçando a campanha #FreteAbusivoNão que vai contra a iniciativa dos Correios de aumentar o preço do frete de encomendas. De acordo com a plataforma, a estatal vai aumentar os valores em 51%. Segundo o Mercado Livre, essa nova tarifa entraria em vigor a partir do próximo dia 6. Em nota, os Correios desmentiram informando que a média de aumento será de “8% para objetos postados entre capitais e nos âmbitos local e estadual, que representam a grande maioria das postagens realizadas nos Correios”. A estatal diz ainda que esta é uma revisão anual prevista em contrato e que a definição dos preços é sempre baseada no aumento dos custos relacionados à prestação dos serviços (transporte, pagamento de pessoal, aluguéis de imóveis, combustível, segurança, etc). O Mercado Livre, em sua campanha, compara preços praticados pelos Correios brasileiros com outros de países vizinhos. Segundo o marketplace, o preço médio do frete no Brasil seria 42% mais caro que o da Argentina, 160% mais caro que o do México e 282% mais caro que o da Colômbia. Os Correios, na mesma nota, ressaltam que essa comparação é tendenciosa e “pode levar o consumidor a acreditar em uma falsa premissa”, já que “o maior dos países citados – a Argentina – tem cerca de um terço da extensão territorial do Brasil e 40% de toda a sua população concentrada na região metropolitana de Buenos Aires. A maior cidade brasileira, por sua vez, tem 10% da população do país. Outro exemplo citado na nota, a Colômbia, é cerca de seis vezes menor que o Brasil. Os desafios de transporte em um país com dimensões continentais são muito maiores e os custos para manter a presença dos Correios em todo o território nacional são altíssimos”.

Fonte: Publish News

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