Autopublicação

Como surgiu o ISBN?

A questão da necessidade de um sistema padronizado internacional de numeração para os livros é muito antiga. Ela foi discutida pela primeira vez durante a 3ª Conferência Internacional de Investigação no Mercado do Livro e Racionalização no Comércio Livreiro em novembro de 1966, na cidade de Berlim.

Naquela época, se avaliava a utilização de computadores para controle de estoque e vendas de livros pelos editores e distribuidores livreiros. Assim, evidenciava-se que o pré-requisito para um sistema automatizado eficiente seria a criação de um número único e simplificado para identificação de cada publicação.

O sistema que viria atender estes requisitos foi denominado International Standard Book Number (ISBN). Ele foi desenvolvido a partir de um sistema de numeração já existente no Reino Unido desde 1967, por J. Whitaker & Sons. Posteriormente, esse mesmo sistema foi introduzido nos Estados Unidos em 1969 por R. R. Bowker.

Na mesma época, o Comitê de Documentação Técnica da Organização Internacional de Normalização (ISO/TC 46) criou um grupo de pesquisa para investigar a possibilidade de adaptação do sistema inglês ao contexto internacional. Durante dois anos (1968-1969), realizaram-se os encontros entre os representantes de vários países europeus e dos Estados Unidos. Ao final do evento, foi elaborado um relatório que circulou em todos os países pertencentes ao ISO.

Por fim, o ISBN foi aprovado como norma ISO 2108 em 1970. Em 1978 foi publicado a segunda edição da norma e em 1992 a terceira edição.

O objetivo da norma internacional é coordenar e padronizar o uso internacional do ISBN. Busca identificar de forma inequívoca uma publicação, ou edição de uma publicação, publicada por um editor em particular.

A norma original foi revista à medida que o livro e outros materiais associados começaram a aparecer em novos formatos. Atualmente o sistema é utilizado em mais de 160 países.

Desde 2001 um grupo de trabalho tem desenvolvido a quarta edição da norma. Esse grupo é constituído por delegados nomeados pelas respectivas organizações de diversos países. Eles representam as diversas agências nacionais, editores, livreiros, bibliotecas e vendedores de softwares. A quarta edição é, provavelmente, a mais extensa revisão do ISBN até hoje. Entre as alterações na norma, destaca-se:

  1. Aumento da capacidade numérica do sistema;
  2. Especificação dos metadados que devem ser fornecidos no momento da atribuição do ISBN;
  3. Desenvolvimento de regras para a administração e governança do sistema
  4. Especificação sobre a autoridade de registo da norma.

No Brasil, desde 1978, a Fundação Biblioteca Nacional representa a Agência Brasileira, com a função de atribuir o número de identificação aos livros editados no país.

Da mesma maneira que a ficha catalográfica, a Lei 10.753 de 2003, que institui a Política Nacional do Livro, determina que a presença do registro ISBN é obrigatória em todos os livros publicados no Brasil.

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