Cultura

Audiolivros são tendência e opção para quem tem pouco tempo para ler

Por Carol Macário.

Se é a voz de Cid Moreira narrando as histórias da Bíblia que lhe vem à cabeça quando se fala em audiolivros, atualize seus conceitos. Mais tendência que nunca, e bem mais simples que os jurássicos CD-Rooms, os livros em áudio são os que mais crescem em vendas pela internet. Durante a 18ª Bienal do Livro do Rio, maior evento literário e da indústria editorial do Brasil que ocorre até o dia 10 no Rio de Janeiro, a possibilidade de ouvir histórias em vez de decifrá-las com os olhos foi uma ideia que caiu bem para adultos e crianças.

— Tem um pouco a ver também com a tradição oral, lembra o tempo que nossos antepassados contavam histórias — comentou Lucas Souza, 24 anos, um adepto desse formato.

Imagine, por exemplo, ouvir a história do clássico Drácula, Bram Stoker, com ambientações e diferentes vozes. E isso enquanto faz academia ou qualquer outra atividade.

— É um dos formatos que mais cresce na rede. Muitas editoras estão apostando nisso por ter a ver com a ideia de se oferecer diferentes experiências. Está ligado também ao fato de as pessoas terem pouco tempo para consumir informação — diz Adriano Tarolassi, diretor de e-commerce da Saraiva.

A rede varejista vende livros e e-books e hoje tem um acervo também com 10 mil obras em áudio, em parceria com a plataforma Ubook.

—Os smartphones mudaram a forma de consumir livro. E tem a vantagem de que se pode ouvir em duas ou até em mais pessoas — diz Gustavo Mondo, gerente de e-commerce da Saraiva.

Hoje é possível ter acesso a audiolivros até mesmo por plataformas de streaming de música como o Spotify, que já disponibiliza alguns clássicos e livros de negócios. Na Saraiva, com uma mensalidade a partir de R$ 24,90 se pode ter acesso ao catálogo e ouvir livros enquanto dirige, caminha, vai para academia ou aguarda em sala de espera.

Fonte: Diário Catarinense

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